Nuffield Farming abre vagas para programa internacional

NUFFIELD - A Nuffield Farming, entidade sem fins lucrativos, acaba de abrir inscrições para a edição 2017/18 do seu programa de estímulo ao desenvolvimento de profissionais do agronegócio, mantido há 70 anos. 

Os selecionados receberão 30 mil dólares e o apoio de toda a rede Nuffield ao redor do mundo para desenvolver, ao longo de 19 meses, estudo sobre tema importante para o agronegócio de sua região ou país.

Além do Brasil, a Nuffield Farming seleciona anualmente profissionais com perfil de liderança também em países como Reino Unido, Austrália, Canadá, Irlanda, Nova Zelândia, França, Holanda e Estados Unidos, entre outros. O número de vagas em cada país varia de acordo com parcerias firmadas com empresas e entidades. Ao todo, são selecionados cerca de 80 profissionais por ano, que se somam aos já cerca de 1.700 membros da rede Nuffield.

No Brasil, o Programa Nuffield oferece vagas desde 2015 e, por enquanto, brasileiros podem concorrer a apenas duas, mas há possibilidade de que novas vagas sejam oficializadas ao longo do atual processo seletivo. 

No momento, há uma vaga exclusiva para candidatos do Brasil, oferecida pela Nufarm Indústria Química e Farmacêutica; a outra é concedida pelo fundo de investimentos americano TIAA. A vaga do TIAA tem sido, anualmente, disputada por candidatos do Brasil, Chile, Austrália e Estados Unidos, com grande êxito dos brasileiros, que desde 2015 têm conquistado essa oportunidade.

Conforme a embaixadora da Nuffield no Brasil, a australiana Sally Thomson, é normal que haja um período de amadurecimento da proposta da entidade por parte dos atores do agronegócio de um novo país integrado à rede. 

“Estamos apresentando a Nuffield a pessoas-chave do setor brasileiro e, aos poucos, eles verão o salto considerável na qualidade de quem participa do programa. O Brasil é, sem dúvidas, uma potência no agronegócio mundial, mas não pode se descuidar da qualificação técnica e humana de alto nível de seus líderes”, comenta Sally.

O programa da Nuffield, segundo Sally Thomson, objetiva a “transformação” de pessoas seletas que já se dedicam ao agronegócio. Ao longo de quase dois anos, os novos Nuffieldianos vão viajar em grupos e individualmente para conhecer experiências bem-sucedidas e desafios do agronegócio em muitos países. 

Vão também conhecer a forma como grupos diferentes produzem, se organizam, agem, pensam. “Queremos contribuir para o desenvolvimento integral de pessoas que querem ‘fazer melhor’ neste setor tão estratégico para toda a sociedade”, explica.

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