Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, expõe diversas cultivares na Agrifam

Texto: De Olho no Campo com informações do Instituto Agronômico (IAC)

Fotos: Paulo Palma Beraldo

O instituto participou da Agrifam apresentando diversas variedades de cultivo para os mais de 30 mil visitantes que participaram dos três dias da feira em Lençóis Paulista/SP. 

Para saber mais sobre o que o IAC trouxe para a Feira, o De Olho no Campo conversou com o técnico agrícola Takio Oda, funcionário da instituição há 40 anos e um dos responsáveis por explicar as novidades do IAC para os visitantes da Agrifam. 

Takio Oda é do Centro de Grãos e Fibras e tem experiência no desenvolvimento e melhoramento genético desses cereais, com destaque para o arroz. 

- Para a Agrifam, trouxemos todos os materiais que o Centro de Grãos trabalha. Desde milho, arroz, feijão, amendoim, aveia, trigo e algumas variedades de crotalária, usada para fazer adubo verde - diz. 

Takio comenta a importância de participar da Agrifam. 

- Todas essas tecnologias desenvolvidas pelo IAC trazem grandes benefícios para os produtores. Tenho dialogado com vários produtores de nível nacional. Não só da região, mas de fora do estado também. Isso é interessante porque estamos divulgando e abrindo o leque de nossas tecnologias para além do estado de São Paulo.  

Takio Oda na Agrifam 2015
Algodão colorido
Com produtividade de 2.800 kgs por hectare, as cultivares IAC FC1e IAC FC2 são as primeiras cultivares de algodão colorido desenvolvidos especificamente para o cultivo no Estado de São Paulo

Segundo o IAC, o diferencial é adaptação para as condições do Estado de São Paulo, com destaque para a resistência a doenças que afetam a região e a nematoides. Atualmente, as únicas cultivares de algodão colorido disponíveis são para a região Nordeste, desenvolvidas pela Embrapa. 

De acordo com Takio Oda, outra vantagem do algodão colorido é o fato de  dispensar o tingimento na indústria têxtil, o que reduz o consumo de milhares de litros de água e de tinta.
Algodão colorido no estande do IAC na Agrifam. Foto: Paulo Palma Beraldo
Feijão
Foram duas as variedades de feijão apresentadas na Agrifam. O feijão IAC Milênio possibilita a colheita mecanizada, diferente de outras variedades. É resistente à antracnose e à murcha de Fusarium, doenças que afetam gravemente a produtividade dessas plantas. A produtividade média é de 2.831 kg/hectare. 

Já o feijão IAC Imperador tem ciclo de 75 dias, quando o normal é de 90 dias. Essa cultivar é resistente às principais doenças da cultura, reduzindo em até 30% a aplicação de defensivos. O IAC Imperador fica pronto em aproximadamente 20 minutos - mais rápido do que a média e tem valor proteico de 21%, superior a outras variedades. 

Vassoura caipira
Com o nome de IAC 10V60 Tietê, uma variedade de sorgo-vassoura para produção de vassoura caipira foi apresentada na Agrifam. Essa cultivar apresenta palhas flexíveis de 60cm. Essa cultivar produz em média 1,5 toneladas de palha seca por hectare e pode ser cultivada em todo o País. Segundo o IAC, trata-se de uma planta rústica que não requer a aplicação de defensivos agrícolas. 

Cultivares de milho
Houve também lançamento de um híbrido de milho convencional (não-transgênico), o IAC 8046. Com produtividade de 9 a 10 toneladas por hectare, esta variedade tem espigas grossas, característica que resulta em maior produção de grãos por planta, além de boa resistência às principais doenças foliares, como ferrugens, pinta branca, mancha de turcicum e cercosporiose. Também é menos atacado pela lagarta do cartucho.


O IAC 268 e o IAC 367 apresentam qualidade de pipoca e produtividade semelhantes. O IAC 268 tem grãos amarelo claro, se destaca pela maior resistência a doenças foliares e nematóides Pratylenchus brachyurus. O IAC 367 tem grãos alaranjados, que atendem às exigências do mercado. 

Os híbridos de milho pipoca têm a capacidade de expansão acima de 45 mililitros por grama, o que significa que cada grama de grão rende 45 mL de pipoca estourada. Com grãos tipo pérola, de tamanho pequeno, o potencial produtivo é de aproximadamente 4,5 toneladas por hectare. O milho pipoca requer mais pulverizações que o comum, pois é mais suscetível a pragas e doenças. 


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