Campanha Plante seu Futuro reduz pela metade o uso de químicos

A Campanha Plante seu Futuro, desenvolvida pela Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, pelo Instituto Emater e entidades parceiras, já apresenta resultados animadores. A campanha preconiza o uso de boas práticas de produção agropecuária, buscando qualificar a produção com sustentabilidade ambiental. 

No ano passado, na safra 2013/14, houve redução de cerca de 50% na aplicação de inseticidas e mais de 50% na aplicação de fungicidas nas lavouras que se constituem em unidades de referência da campanha. Para esse ano, a expectativa é de resultados devem ser ainda melhores. 

O coordenador da campanha Plante Seu Futuro na área de manejos integrados de pragas e de doenças, Nelson Harger, afirma que resultados preliminares das unidades de referência, que adotaram as boas práticas de produção, sinalizam para a safra deste ano uma redução acentuada no uso de inseticidas na soja. A diminuição deverá ser de 5 aplicações por ciclo da soja (verificado na safra 2012/2013) para 1,5 aplicação para todo o ciclo na safra 2014/15.

As aplicações de fungicidas podem se reduzir de 2,3 para até 0,5 por ciclo no mesmo período, o que representa uma expressiva redução de custos e mais rentabilidade ao produtor. “Ainda mais considerando o período de preços menores para a soja como está acontecendo esse ano”, disse Harger.

PRÊMIOS – Uma boa novidade, é que produtores e técnicos agrícolas que adotam boas práticas de produção de soja nas unidades de referência da Campanha Plante Seu Futuro, e que apresentarem os melhores resultados na safra 2014/15, poderão ser premiados. 

A estratégia de valorização do trabalho deverá ser criada para estimular ainda mais produtores e técnicos agrícolas a adotarem os procedimentos recomendados. O objetivo é reduzir custos de produção e aumentar a renda na propriedade.

O período de avaliação da campanha na safra de soja 2014/15, nas unidades de referência, se estende até o mês de março e abril, quando serão divulgados os resultados definitivos da campanha Plante Seu Futuro. Aqueles que alcançarem os melhores resultados serão premiados e terão suas ações expostas para dar mais visibilidade ao trabalho realizado e incentivar outros produtores e técnicos a adotarem os mesmos procedimentos 

A estratégia está sendo analisada para os resultados que serão apresentados nas unidades de referência que adotaram os manejos integrados de pragas e de doenças. 

São mais de 200 propriedades espalhadas pelo estado que estão adotando as ferramentas do Manejo Integrado de Pragas e do Manejo Integrado de Doenças em lavouras de soja.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA - Para Harger, para alcançar esses resultados positivos o produtor deve buscar uma assistência técnica qualificada. Por isso, outra estratégia será adotada pela campanha Plante Seu Futuro. Será incentivada a participação de produtores e técnicos agrícolas em feiras e exposições técnicas para ampliar o conhecimento e estimular a adoção das boas práticas de produção.

O coordenador afirma que as tecnologias utilizadas no manejo integrado de pragas e de doenças são referendadas pela pesquisa e bastante eficientes. “Mas elas exigem a presença constante de mais profissionais nas lavouras”, alerta. 

Ele sugere que os profissionais técnicos formem grupos de agricultores para que eles possam atender diretamente com presença constante junto às lavouras. O recomendável é de uma a duas vezes toda a semana, para acompanhar todos os estágios das lavouras.

MONITORAMENTO - Nessas visitas os técnicos fazem o monitoramento das lavouras, por meio da contagem das populações de pragas e inimigos naturais num pano branco denominado “pano de batida”, recomendando ou não, o uso de inseticidas. Conforme a campanha Plante Seu Futuro, o uso de inseticidas deve ser adotado somente quando a população dos insetos encontrados provocar danos econômicos às lavouras.

Outro monitoramento importante é o da ferrugem asiática da soja. Através dos coletores de esporos instalados nas propriedades são avaliados a presença ou não de esporos viáveis da doença para a tomada da decisão da necessidade da aplicação de fungicidas sempre associando esta informação com as condições climáticas favoráveis ou não ao desenvolvimento da doença.

Foto: Cleverson Beje/Faep

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