Por que os italianos vêm para a Agrishow?

Dezesseis empresas participaram do Pavilhão Italiano em busca de novos clientes e parceiros

Paulo Palma Beraldo

O ICE (Instituto Italiano para Comércio Exterior), órgão ligado ao governo italiano, foi responsável por apoiar e ajudar as empresas durante a feira. 

As empresas italianas ficam agrupadas num espaço de 900m² bem próximas à entrada da Agrishow e à sala de imprensa. 

Elas vêm ao Brasil com o objetivo de estreitar o relacionamento com a indústria brasileira e reforçar o desenvolvimento de parcerias tecnológicas e comerciais, procurando empresários, parceiros, importadores e distribuidores.

A Itália é reconhecida mundialmente na área de componentes e acessórios de maquinas agrícolas, sendo um dos cinco principais desenvolvedores deste tipo de material no mundo. Grande parte dos expositores vem da região de Emilia Romagna, a primeira região da Itália em termos de produção em relação à agricultura, localizada no norte do país, com cidades como Modena, Parma e Bologna.

Na Agrishow existem outras importantes empresas italianas como a Pirelli e o grupo CNH Industrial, que detêm as marcas Case, New Holland e Iveco, todas com dirigentes europeus presentes.

Para falar mais sobre esse assunto eu conversei com Emilio Pelizzon, analista do ICE. Emilio está no instituto há 21 anos e é responsável pela área que vai desde produtos alimentícios até máquinas e equipamentos para a indústria de alimentos e  embalagem, passando por máquinas agrícolas e produtos para a movimentação de terra. 

- A participação italiana  na Agrishow não é tanto para o visitante, para o agricultor. Eles querem vir para marcar presença porque encontram todos os potenciais clientes aqui mesmo - explica ele, que trabalha no ICE há mais de 20 anos.

Como você começou a trabalhar com no ICE e com as empresas italianas no Brasil?
Tenho passaporte italiano, nasci no Brasil e sou descendente de italianos. O ICE trabalha com todos os setores e todos os produtos. Quando entrei, eu tinha um foco mais na área de custos e era um analista da área de economia. Hoje, trabalho desde a área de máquinas agrícolas até produtos finalizados. Estivemos, por exemplo, na 18ª Expovinis Brasil, uma grande feira de vinhos. 

A gente tenta acompanhar e apoiar, não só através de eventos mas também de informações, atendendo todas as dúvidas que as empresas têm sobre o país, que são muitas.

Estou no instituto há 21 anos. Ele veio para o Brasil nos anos 1960. Foi o primeiro escritório comercial da Itália no Brasil ligado à embaixada e ao consulado. Já passou por várias reformas. É muito importante ter um órgão que dá esse apoio para as empresas. E está funcionando. São dezesseis empresas e todas têm representantes italianos, mesmo as que têm escritório no Brasil. É o momento em que eles trazem as inovações tecnológicas. 

Qual o objetivo do ICE e do Pavilhão Italiano na Agrishow?
O objetivo é dar apoio para as empresas italianas. Esse ano estamos com 16 empresas e participamos da feira há 16 anos. Algumas empresas acabam vindo vários anos, outras nem tanto. 

O Instituto Italiano para o Comércio Exterior dá apoio para que as empresas italianas encontrem um potencial parceiro aqui no Brasil. Para que eles não cheguem sozinhos, perdidos, para que tenham alguém a quem procurar.

Qual a principal tradição italiana no mercado agrícola brasileiro?
Principalmente peças e acessórios. As máquinas italianas têm uma tecnologia e inovação muito grandes. Mas elas acabam sendo pouco competitivas no mercado brasileiro pelas altas taxas de importação. É bem complicado. 

Mas as peças, acessórios e componentes acabam conseguindo, porque são quase o coração da máquina. Esse é o grande diferencial. A maior parte dos expositores são de componentes.

Pavilhão Italiano na Agrishow teve área de convivência, servindo cafés e bolachas. 
A participação italiana  na Agrishow não é tanto para o visitante, para o agricultor. Eles querem vir para marcar presença porque encontram todos os potenciais clientes aqui mesmo. Na Agrishow estão todas as montadoras, as empresas. Existem também empresas que trabalham com facas, martelos e aí direcionam para os visitantes da feira mesmo.

O que falta para que os produtos italianos consigam entrar mais no mercado brasileiro?
Vários aspectos. Principalmente a questão das altas taxas. Uma redução das alíquotas de importação daria um grande benefício tanto para as empresas italianas, pois teriam mais mercado, mas também para o país, pois teria em mãos uma tecnologia mais avançada. 

A qualidade do produto italiano, que tem uma tradição, altos investimentos em pesquisa. É nítida essa qualidade. Nesse aspecto, os dois países ganhariam. A gente tenta fazer o nosso papel, de divulgar. Trazemos alguns componentes desmontados para se montar posteriormente no Brasil.

Abaixo a entrevista em italiano para que os membros do Pavilhão Italiano possam acessar o material. 

Perché gli italiani vengono all'Agrishow?
Sedici aziende hanno partecipato al Padiglione Italiano alla ricerca di nuovi clienti e partner

Paulo Palma Beraldo

L'Istituto Italiano per il Commercio Estero, legato al governo del Belpaese, è stato responsabile per sostenere e aiutare le aziende durante la fiera. Le aziende italiane sono state raggruppate all'interno di un spazio con 900m² accanto all'ingresso del Agrishow e della sala multimediale.

Loro vengono in Brasile con l'obiettivo di rafforzare le relazioni con l'industria brasiliana e favorire lo sviluppo di partnership tecnologiche e commerciali, in cerca di imprenditori, soci, importatori e distributori.

L'Italia è riconosciuta a livello mondiale nel settore dei ricambi ed accessori per macchine agricole, essendo uno dei primi cinque sviluppatori di questo tipo di materiale in tutto il mondo. Gran parte degli espositori proviene dalla regione Emilia Romagna, la prima in Italia in termini di produzione per l'agricoltura, situata a nord, raggiungendo città come Modena, Parma e Bologna.

All'Agrishow ci sono altre importanti aziende italiane come Pirelli e il gruppo CNH Industriale, che tengono marche come Case, New Holland e Iveco. I loro leader europei erano anche presenti alla fiera.

Per parlare di più su questo argomento, io ho parlato con Emilio Pelizzon, analista dell' ICE. Emilio è a l'istituto da 21 anni ed è responsabile per i prodotti che vanno dal cibo ai macchinari ed attrezzature per l'industria alimentare, macchine agricole e prodotti per il movimento della terra .

- La partecipazione italiana ad Agrishow non è tanto per l'agricoltore. Le aziende vogliono essere presenti perché sono tutti i potenziali clienti proprio qui - spiega lui, che lavora presso l'ICE per oltre 20 anni.

Come Lei ha iniziato a lavorare presso l'ICE e con aziende italiane in Brasile?
Ho il passaporto italiano, sono nato in Brasile ed io sono di origine italiana. L'ICE lavora con tutti i settori e tutti i prodotti. Quando sono entrato, ho avuto un focus più sulla zona di costi ed ero un analista nel settore dell'economia. Oggi, io lavoro dal campo delle macchine agricole a prodotti finiti. Eravamo, per esempio, al 18° Expovinis Brasile, una grande fiera del vino.

Cerchiamo di seguire e sostenere, non solo attraverso gli eventi, ma anche per informare e soddisfare tutte le domande che le imprese hanno per il paese, che sono molte.

Sono presso l'istituto per 21 anni ed il primo ufficio commerciale fu costruto al Brasile, legato all'ambasciata ed al consolato. Ha subito diverse ristrutturazioni. E' molto importante avere un corpo che dà tale sostegno alle imprese. E sta funzionando. Sono sedici le aziende e tutti hanno rappresentanti italiani, anche quelli che hanno un ufficio in Brasile. E ' il momento in cui portano innovazioni tecnologiche.

Qual è lo scopo dell'ICE e del Padiglione Italiano a Agrishow?
L' obiettivo è quello di dare un sostegno alle aziende italiane. Quest'anno siamo 16 aziende, e il Padiglione esiste qui da 16 anni. Alcune aziende veniscono sempre, da quando abbiamo cominciato.

L'Istituto Italiano per il Commercio Estero fornisce supporto alle aziende italiane di trovare un potenziale partner qui in Brasile. Lavoriamo per loro non arrivare da soli, e non sentirsi un po' perduti. Noi cerchiamo di fare la nostra parte di presentare e fare la divulgazione. 

Qual è la principale tradizione italiana nel mercato agricolo brasiliano?
Principalmente parti ed accessori. Le macchine italiane hanno una grande tecnologia e innovazione. Ma finiscono per non essere troppo competitive nel mercato brasiliano, a causa di alte tasse di importazione. E' un argomento molto complicato .

Ma parti, accessori e componenti finiscono per riuscire, perché sono quasi il cuore della macchina. Questa è la grande differenza. La maggior parte dei espositori sono costrutori di componenti.

La partecipazione italiana all'Agrishow non è tanto per il visitatore né per l'agricoltore. Le aziende vogliono essere presenti perché tutti i potenziali clienti  sono qui. All'Agrishow  ci sono grandi marche automobilistiche ed importanti aziende. Tuttavia, ci sono anche aziende che lavorano con coltelli, martelli e questo può interessare i visitatori della fiera. 

Che cosa manca per gli italiani in grado di ottenere più prodotti commercializzati nel mercato brasiliano?
Vari aspetti. Principalmente il problema di tasse elevate. Una riduzione delle tariffe all'importazione darebbe un grande beneficio per le aziende italiane, perché avrebbero più mercato e anche per il Brasile, perché avrebbe in mano una tecnologia più avanzata.


La qualità dei prodotti italiani, che hanno una tradizione ed elevati investimenti in ricerca ed sviluppo fa tutta la differenza. A questo proposito, i due paesi sarebbero beneficiati. 

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