Conheça os brasileiros que vão participar do 3º Youth Ag-Summit, na Bélgica


Paulo Palma Beraldo

SÃO PAULO - Faltam menos de  dois meses para um dos principais congressos mundiais focados em agricultura e segurança alimentar, o Youth Ag-Summit (YAS).

Entre 9 e 13 de outubro, 100 jovens de 49 países se reunirão em Bruxelas, na Bélgica, para participar da terceira edição da conferência. 



Os vencedores deste ano focaram suas redações nas 17 Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e no papel dos jovens em ajudar a alimentar a crescente população mundial. Cada participante enviou uma redação em inglês sobre segurança alimentar - foram quase 1.200 candidaturas de 95 países. 

O De Olho no Campo ouviu os cinco participantes para descobrir o que essa experiência significa para eles. 

Paulo Beraldo, jornalista do Estadão e editor do blog De Olho no Campo, 24 anos
É uma honra poder ser um dos representantes do Brasil no Youth Ag-Summit. Como jornalista, pretendo divulgar, compartilhar e levar informações do Youth Ag-Summit adiante sempre que possível. Espero que eu possa ensinar com minhas experiências e aprender com as vivências dos outros 99 colegas. 

Caio Cugler, estudante de engenharia agronômica da Esalq/USP, 24 anos
Participar do YAS será a melhor oportunidade de ouvir relatos e experiências para compreender melhor a realidade agrícola ao redor do mundo e como essa atividade exerce influência na sociedade e na natureza. Vejo a agricultura como a mais nobre das atividades exercidas pelo homem, gerando alimento, vida e riqueza em uma enorme cadeia econômica. Estar nesta experiência do YAS fará com que eu continue trabalhando por uma agricultura mais limpa, que atenda às demandas humanas para não se tornar antagônica ao ambiente.


Tamires Lacerda, estudante de Relações Internacionais da PUC-MG, 22 anos
Há três anos, enquanto eu conversava com um amigo sobre um evento internacional em que eu apresentaria um artigo sobre os efeitos da guerra sobre o meio ambiente, ele me perguntou de maneira informal se eu queria conquistar o mundo. Eu tenho o discernimento de que o curso de Relações Internacionais não nos torna ‘salvadores ou conquistadores do mundo’, já que acredito que o mundo é o que cada um de nós fazemos dele – ou seja, não é o igual para todos. Qualquer oportunidade de diálogo intercultural em prol das questões globais, tal como o YAS em relação à segurança alimentar global, é um meio de promovermos e repensarmos a governança global.


Letícia Marques, estudante de biotecnologia da UnB - 21 anos
Participar do YAS, para mim, é uma oportunidade incrível de reunir minhas ideias com mais 99 colegas para ter uma chance real de reverter o cenário de insegurança alimentar em países como o Brasil e os demais. Principalmente, aqueles em desenvolvimento, que têm a maior parte da população crescente e deve chegar a 10 bi em 2050. Ser considerada uma das mentes jovens mais brilhantes do planeta e ser selecionada para participar desse evento é uma honra.


Augusto Akira, estudante de engenharia agronômica da UFSC, 19 anos
O YAS é para mim uma porta que já sonhava há muito tempo. Desde pequeno, queria servir o mundo em âmbito global, mas não sabia como. Queria me tornar diplomata e cursar direito, mas descobri que seria uma profissão mais de glamour do que de ação efetiva realmente. Decidi fazer agronomia e auxiliar as pessoas em relação à segurança alimentar, levar alimento na quantidade e de qualidade para todos em âmbito global. O YAS é essa oportunidade para conhecer outras pessoas com as mesmas aspirações que tenho, mas com visões e realidades totalmente diferentes da minha e com as quais posso aprender muito. Indonésia, Polônia, Nepal, Guatemala, Nigéria são países que com certeza terão muito a me acrescentar. Espero que lá tenhamos uma troca de experiências enriquecedora e que poderei voltar ao Brasil com muito mais vontade de erradicar a fome no mundo através de pequenas ações.

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